A economia brasileira está prestes a passar por uma grande transformação com a implementação do Real Digital, uma versão digitalizada do dinheiro físico em circulação. Desenvolvido pelo Banco Central ao longo de alguns anos, o projeto encontra-se em fase avançada de testes e, em breve, estará pronto para entrar em circulação, com previsão para 2024.
A proposta da CBDC brasileira (Central Bank Digital Currency), como é chamada a nova moeda, é proporcionar uma experiência de uso tão simples quanto realizar um Pix. Ao mesmo tempo, a moeda trará benefícios significativos para transações mais complexas, que atualmente são pouco acessíveis à população do país.
Conheça o Real Digital, uma moeda sem cédulas
A diferença fundamental entre a moeda atual e o real digital é que este último não será convertido em cédulas físicas. Em vez disso, o cidadão receberá códigos gerados pelo Banco Central que indicarão os valores correspondentes. A intenção é que o real digital se torne parte integrante do cotidiano das pessoas.
O real digital será emitido diretamente pelo Banco Central e distribuído por meio dos bancos, instituições financeiras e outros participantes dos sistemas de pagamento já existentes. Uma das principais vantagens é que ele pode ser usado globalmente sem a necessidade de conversão, além de reduzir a dependência do papel-moeda.
A digitalização da moeda já está em andamento, e dados mostram que apenas cerca de 3% do dinheiro disponível para operações no Brasil ainda estão na forma de papel.
Inovação da tokenização
Além disso, o Real Digital funcionará de maneira semelhante a uma stablecoin, ou seja, uma criptomoeda que possui paridade com ativos do mundo real. Nesse caso, cada unidade do Real Digital terá a garantia de equivalência a R$ 1,00, respaldada pelo governo e pelo Banco Central.
Ao ser desenvolvida em uma rede de blockchain, assim como as criptomoedas, a moeda digital oferecerá maior segurança e agilidade nas transações financeiras. Dessa forma, a tecnologia de tokenização, que transforma o dinheiro físico em digital, permitirá que seja uma representação virtual da moeda fiduciária brasileira.
No entanto, é importante ressaltar que o real digital não deve ser confundido com uma criptomoeda, pois estas são de natureza privada, usadas para investimentos e não são reguladas pelo Banco Central. A regulamentação das criptomoedas é, ainda, um tema em discussão no Senado.
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